Dear Gringo: By now I am ending up writing my monograph on ABCT (on portuguese, and I don't think I will have the guts to translate it back for ya). This means that this crappy distro will not receive any new additions for a while (in what depends on me). If you are a cool and fashionable person, scan a book and send to me, and I will gently publish it here for all of us. Otherwise, die trying.
Pseudus Prefácius
Esse trabalho a seguir, que é parte do que será minha futura monografia, é basicamente uma expressão de descontentamento com o que se passa nos cursos de economia em geral.
No Brasil, você tem basicamente duas opções de curso: você pode fazer um curso de estatística, cálculo diferencial e outros métodos matemáticos, pagar uma de pseudo físico e fingir que está num curso de economia; ou você pode fazer um curso intensivo em história do pensamento econômico e história econômica, e também fingir que está num curso de economia.
No meu caso, eu estive no segundo tipo de curso. No final das contas, acho que seria melhor do que fazer o primeiro - dá pra aprender umas curiosidades bacanas de história do pensamento econômico e um pouco de historiografia econômica, o que eu, particularmente, acho legal!
Já digo que estive no curso, embora não tenha pego formalmente a papeleta, porque eu simplesmente abandonei qualquer tentativa de extrair algo dos contadores de história. Não porque não há nada a ser captado - certamente há - mas porque o que há para ser captado simplesmente é inútil para quem quer realmente aprender teoria econômica (e consequentemente uma história econômica decente).
Nos "cursos" de ciência econômica à disposição simplesmente não se comenta sobre metodologia e sobre os problemas epistemológicos da economia. Minto, existem matérias eletivas sobre isso. Mas isto deveria ser feito logo no começo, porque senão o sujeito fica quatro ou cinco anos ouvindo um monte de intelectuais (no sentido teórico mesmo, aquele cara que tenta se beneficiar legitimando um conjunto de idéias) despejando inutilidades em seu ouvido, e não aprende absolutamente nada sobre economia propriamente dita.
A posição metodológica Austríaca, conforme tentarei mostrar adiante, é a única posição lógica capaz de ser defendida. A teoria é apriorística e precede a história. No entanto, isto, além das diversas conseqüências da teoria Austríaca, soa muito feio aos ouvidos das diversas correntes de intelectuais que parasitam o meio acadêmico. É de se esperar, uma vez que temos algumas conclusões básicas: o trabalho da maioria dos intelectuais é mais do que desnecesário, é uma picaretagem deletéria. Todos aqueles envolvidos em "testes" empíricos são simplesmente uma fraude. E todos aqueles que acham que estão teorizando algo (e dessa forma contribuindo com o avanço de qualquer coisa que seja) quando fazem análises históricas estão trocando os pés pelas mãos.
Alguns dirão: não existe só uma forma correta de se fazer teoria econômica (o método Austríaco). Errado. Ou você está fazendo teoria econômica, ou você está fazendo história econômica (ou não está fazendo porra nenhuma, como no caso dos "economistas" matemáticos e de quase todos os "sociólogos"). E, para se fazer história econômica, você precisa de teorias pautadas num método correto para analisar os fatos - o que transforma as toneladas de árvores derrubadas para produzir a historiografia econômica brasileira num completo desastre ambiental em geral.
O resultado final são intelectuais tentando doutrinar seus alunos, e alunos desinteressados na doutrinação do intelectual, tentando se esquivar e tomando a maioria das cadeiras como uma espécie de "tarefa" a ser cumprida para a obtenção da papeleta. Você também pode ingressar na "iniciação científica" e seguir os passos dos intelectuais. Assim, a princípio, a única solução para quem realmente está interessado em aprender alguma coisa é a pesquisa autônoma: rota aqui tomada e que desembocou nesse negócio todo.
Qualquer tentativa de mudança nessa situação está barrada por fatores institucionais. A profissão de economista basicamente se tornou a de papagaio de governante. Então, enquanto tivermos governantes (ou seja, estamos fudidos), haverá demanda pelo monte de lixo que é vomitado nas faculdades em geral. A organização hierárquica dos centros também dificulta. Aqueles que são parte do Estado obviamente não mudarão merda nenhuma e ainda incentivarão a divulgação de bravata estatista, e os centros privados tenderão a suprir a demanda por papagaiagem, sempre cobrando uma taxa simbólica.
As maiores conclusões e dicas para quem está de fora são basicamente as seguintes: (1) se você quer aprender economia (ou qualquer ciência social), passe longe de uma faculdade; (2) se você quer trabalhar no ramo, faça uma faculdade de finanças ou de administração, e leia teoria Austríaca por conta própria; (3) não confie em quase nada do que um economista renomado disser (principalmente se ele for do governo ou da política), e sempre aposte contra aquilo que ele irá dizer. Se você já entrou na palhaçada que é o ramo de economia no Brasil, fique em corpo, mas saia dele em alma.
E que venham as críticas!
“It is not generally realized that education can never be more than indoctrination with theories and ideas already developed. Education, whatever benefits it may confer, is transmission of traditional doctrines and valuations; it is by necessity conservative. It produces imitation and routine, not improvement and progress. Innovators and creative geniuses cannot be reared in schools. They are precisely the men who defy what the school has taught them.”(Ludwig von Mises, Human Action, p.314)
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I - Introdução
II - Fundamentação Teórica
1 - Considerações Sobre o Método da Ciência Econômica
2 - A Abordagem Austríaca Sobre o Conhecimento
3 - A Lógica da Ação e o Processo de Mercado
5 - Preferência Temporal e o “Mercado de Tempo”
6 - A Diferença Conceitual Entre Juros e Lucros
7 - Algumas Considerações Sobre a Estrutura do Capital
8 - Os Processos de Poupança, Investimento e Desinvestimento
III - A Dinâmica do Ciclo Econômico
1 - As Intervenções Sobre o Mercado Monetário
2 - A Dinâmica do Ciclo Econômico
IV - Conclusões
1 - Implicações Políticas da Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos






8 comentários:
Rafael, será um prazer degustar de sua monografia.
Nelson Costa
isso vai demorar...
outro que não vai se formar hehe
formar até vai né... agora se vai com dignidade ou louvor são outros 500... ou outros 1000 mesmo...
Já esta pronta sua fundamentação teórica?
Gostaria muito de vê-la!
Estou fazendo a minha monografia do curso de ciências econômicas, sobre a crise atual, e gostaria de ver quais autores você abordou.
paul0henrique@hotmail.com
cara, está tudo pronto, mas estou mandando pro concurso do Mises Brasil e eles exigem que as publicações sejam originais - ou seja, eu estou esperando eles porventura publicarem pra colocar aqui...
mas a bibliografia não tem problema colocar aqui, está a disposição para consulta...
Coragem senhores!
Se Nelson Prado realmente acessasse esse negócio seria no mínimo engraçado... No máximo bizarro...
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